Translate

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

IMPLICAÇÕES ÉTICAS DA PAZ

IMPLICAÇÕES ÉTICAS DA PAZ

Postado por: Lazara Maria em 28 dezembro, 2016 no Artigos do Bispo Deixe um comentario



Findamos o ano fazendo um balanço, identificando desafios e renovando esperanças. Se a humanidade existe há milhões de anos e, hoje, ainda enfrenta problemas gravíssimos, devemos nos perguntar sobre a qualidade de nosso desenvolvimento humano e de nossos projetos de vida. Nosso balanço de fim de ano deve, portanto, ser mais profundo do que supomos. Nossos projetos devem ser mais coerentes do que costumamos imaginar.
O que mais desejamos ao iniciarmos o novo ano senão a paz? Por isso, celebramos, no dia 1° de janeiro, o Dia Mundial da Paz. Este dia, instituído pelo Papa Paulo VI, começou a ser celebrado em 1968, no auge da Guerra do Vietnã, quando muitos povos, inclusive o povo brasileiro, estavam assolados por governos autoritários; época do assassinato de Martin Luther King; e tempo de protestos, especialmente juvenis, em prol de liberdade. Desde então, Paulo VI e seus sucessores manifestaram-se a cada ano, nesse dia, associando paz, justiça e condições dignas de vida.
De 1979 a 2005, João Paulo II tratou em suas mensagens para esse dia, temas relacionados à paz, como respeito às crianças, discriminação, desenvolvimento, solidariedade, conflitos mundiais, pobreza, educação, perdão, justiça e direitos humanos. Sua aguçada consciência ecumênica levou-o a promover em 1986, o Dia Mundial de Oração Pela Paz, reunindo líderes de distintas religiões como um sinal profético de esforço comum em favor da paz mundial.
Bento XVI deu sequência a esta saudável tradição, abordando questões cruciais como respeito à pessoa humana, combate à pobreza, defesa do meio ambiente e desafio da família humana em ser uma comunidade solidária. Em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2011, sob o lema “Liberdade Religiosa, Caminho para a Paz”, ele afirmou dolorosamente que, “em algumas regiões do mundo, não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal”. Por isso, exortou “os homens e mulheres de boa vontade a renovarem o seu compromisso pela construção de um mundo onde todos sejam livres para professar a sua própria religião ou a sua fé e viver o seu amor a Deus com todo o coração, toda a alma e toda a mente”.
No Brasil, a liberdade religiosa adquiriu estatuto legal em 1891, foi reafirmada na Carta Magna de 1934 e permanece na constituição atual, outorgada em 1988. Embora casos de intolerância religiosa estejam sendo frequentemente denunciados, nota-se um esforço crescente de várias denominações religiosas de trabalharem em conjunto como condição para construir a tão almejada paz social. O movimento ecumênico no Brasil, representado, sobretudo, pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, do qual a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil faz parte, tem entre seus objetivos, “promover a justiça e a paz”.
Inspirados por essas belas iniciativas e pela mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz de 2017, sob o lema “A não-violência, estilo de política para a paz”, sejamos neste novo ano, muito mais corajosos na luta contra a cultura da violência que invade todas as realidades da vida humana, inclusive nossos lares. Busquemos, pois, a verdadeira paz, cuja fonte é Deus, com suas implicações éticas, agindo em favor do que é justo e digno a todos os seres humanos, construindo-a em nossos relacionamentos interpessoais e lutando por ela, sobretudo onde se faz mais necessária.

Jales, 28 de dezembro de 2016.

Por que diferença entre escolas particulares e públicas do Brasil no Pisa foi pequena

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-38247797

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

BREVE RELATO DO DIA 26/11/2016



“E ouvi que a escola — hoje todos o ouvimos — não é um parque. É um lugar de encontro no caminho. Encontram-se os companheiros; encontram-se os professores; encontra-se o pessoal assistente. Os pais encontram os professores; o presidente encontra as famílias, etc. É um lugar de encontro. E nós hoje precisamos desta cultura do encontro para nos conhecer, para nos amar, para caminhar juntos.” Papa Francisco

A Pastoral da Educação da Arquidiocese de Passo Fundo realizou mais um encontro com educadores e representantes de pastorais no dia 26/11/2016. A manhã foi dividida em quatro momentos: sendo o primeiro o momento de oração sob a responsabilidade da Ir. Ivete; no segundo momento os participantes tiveram a oportunidade de se apresentarem e nos contarem a boa notícia relacionada à Pastoral da Educação em seu ambiente de trabalho, a escola; no terceiro momento o Pe. Ari nos apresentou o documento com intervenções e reflexões sobre o mesmo; e por último tivemos a oportunidade de trabalhar em grupo com o objetivo de fazer uma conversa sobre o documento em relação à Prática.
A partir da reflexão nos grupos elencaram-se os seguintes apontamentos: a) a importância do acompanhamento pelas lideranças religiosas aos educadores; b) promover e estudar o documento nas bases procurando conceituar o termo “pastoral”; c) incentivar e fortalecer educadores a ocuparem espaços de poder nas escolas, através da mística e da própria pastoral; d) resgatar o sentido da “educação em pastoral” a dimensão do ensino e aprendizagem, através de um olhar de acolhida e fortalecimento no transcendente; e) elaborar material de apresentação da Pastoral da Educação e propiciar momentos de formação para que a instituição escola possa conhecer o documento 110.

O próximo encontro Arquidiocesano da Pastoral da Educação ficou agendado para o dia 11 de março de 2017, na oportunidade estaremos socializando nossas expectativas em relação à Pastoral de Educação e construindo as diretrizes para o ano letivo junto às escolas e comunidades, através da divulgação nas reuniões de área.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Carta aberta da Igreja Católica da área de Passo Fundo aos cidadãos passofundenses



Quero ver o direito brotar como água e a justiça como fonte que não seca! (cf. Am 5,24)

Nós padres, representando as 12 paróquias da área pastoral de Passo Fundo, aproveitamos nossa reunião mensal para analisar a conjuntura internacional, nacional estadual, regional e municipal e constatamos uma forte tendência, nestas esferas de governo, em descarregar sobre os ombros da população pobre o peso da crise. 

Nos motiva o pronunciamento do Papa Francisco aos Movimentos Populares e o pronunciamento da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) contrária à PEC 241 e contra a Medida Provisória 746/16 que decreta arbitrariamente a reforma do Ensino Médio. 

Nossa análise se deparou também com um decreto municipal que quer extinguir um direito fundamental dos trabalhadores inativos do município: o vale alimentação. 

Apoiamos integralmente a mobilização e luta pelos direitos adquiridos dos trabalhadores municipais inativos e repudiamos a forma autoritária de governar que desestabiliza as finanças familiares de quem serviu com seu trabalho aos cidadãos do município. 

Nenhuma crise justifica suprimir qualquer direito dos trabalhadores.  Por isso afirmamos nossa solidariedade aos trabalhadores na luta por nenhum direito a menos.  A luta de vocês é a luta de todos pois todos queremos um mundo com justiça social.

Que o advento do Senhor traga justiça e igualdade a nossa sociedade!


Passo Fundo, 29 de novembro de 2016.

_____________________________                         __________________________
Pe.  Carlos Jaroceski -                                                    Pe. João Luiz Foschiera

      P/ Equipe de Coordenação                                        P/ Equipe de Coordenação