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quarta-feira, 28 de junho de 2017


ENCRUZILHADA QUE EXIGE DISCERNIMENTO

Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales


“Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está em uma encruzilhada. Um caminho leva ao desespero. O outro, à total extinção”. Essas palavras de Woody Allen, cineasta americano, retratam o sentimento de muitas pessoas para as quais o destino do mundo é trágico. Pudera! Os conflitos agravam-se enormemente. Os humanos se matam como nunca antes. Poderes econômicos, políticos, militares e midiáticos fomentam, sem escrúpulo, a cultura da violência e da guerra. O terror se espalha até mesmo por meio de fanatismos religiosos.
O século passado foi o mais violento da história. O século atual dá sinais de tornar-se pior. O próprio Papa Francisco, após 100 anos da “Primeira Guerra Mundial”, lançou um alerta sobre a “Terceira Guerra Mundial” em curso. “Para ser claro”, diz o Papa, “há uma guerra de interesses, há uma guerra por dinheiro, há uma guerra por recursos naturais, há uma guerra para a dominação dos povos”. O Papa coloca em questão a “Ordem Mundial” conflituosa, disseminada nas guerras de todos os dias, que, de uma maneira ou outra, implica a todos.
“Quando todo o mundo, como é hoje, está em guerra, todo o mundo”, enfatiza o Papa, “é uma guerra mundial em pedaços; aqui, ali, lá, em todos os lugares”. É triste. No entanto, não é o fim. Por isso, o Papa convida o mundo a “reencontrar a capacidade de chorar por seus crimes” e mudar seu rumo. Contrapondo-se aos “profetas da tragédia e do fatalismo”, ele não se cansa de anunciar a misericórdia divina revelada em Jesus Cristo, que, do alto da cruz, diante de seus algozes, exclamou: “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem” (cf. Lc 23,34).
Apesar de tanto caos, por que não é o fim? “Enquanto os traficantes de armas fazem o seu trabalho”, diz o Papa Francisco, “há os pobres pacificadores que, somente para ajudar uma pessoa, outra, outra, outra, dão a vida”. Eles dão testemunho do amor divino que salva a humanidade. São muitos e, em geral, anônimos. Doam-se por amor, sobretudo aos mais sofredores, sem pretensão de serem reconhecidos. Vivem radicalmente o precioso ensinamento de Jesus: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida por seus amigos” (Jo 15,13).
Jesus demonstrou que o amor verdadeiro é mais forte do que os sistemas violentos. Por isso, ensinou a seus discípulos: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu digo: amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mt 5,43-44). Por que Jesus orientou seus discípulos a amarem seus opressores? Ele sabia que as guerras, os homicídios, enfim, a destruição da vida começa nos corações. Irritação contra os outros e palavras ofensivas, por exemplo, são formas de atentar contra a vida alheia.
Devemos eliminar os mecanismos de violência sem desconsiderar o direito à legítima defesa. O Papa Pio XI admitia, por exemplo, que se empregassem meios de autodefesa contra um governo opressor. A Constituição Pastoral Gaudium et Spes, do Vaticano II, diz o mesmo, encorajando os cidadãos, quando o bem comum o exigir, a defenderem seus direitos contra o abuso de autoridade. O Papa Paulo VI chega a admitir a possibilidade de insurreição para coibir tiranias prolongadas que atentem gravemente contra os direitos fundamentais dos seres humanos e o bem comum do país.
Hoje, estamos confrontados ao autoritarismo em nosso próprio país. Não necessitamos nos referir a outros países para exemplificar tiranias, assumindo que aqui mesmo estamos em uma encruzilhada que nos exige sábio discernimento. Não nos deixemos enganar! Saibamos fazer escolhas! Que nossas opções e ações sejam divinamente inspiradas e corajosas!
Jales, 02 de maio de 2017.
CONVITE



A Pastoral da Educação da Arquidiocese de Passo Fundo convida você para participar do Encontro Celebrativo e Festivo em comemoração aos Santos juninos. Conforme tinha ficado agendado em nosso último encontro e, no encontro com o setorial das paróquias do mês de maio, a data seria para o dia 8/06/2017, por motivo de força maior prorrogamos o encontro para o dia 15/06/2017. Gostaríamos de contar com a compreensão e colaboração dos párocos e conforme os nomes que levantaram no encontro setorial, na técnica de reconhecimento que enviem de sua comunidade no mínimo um representante dos que foram lembrados.  Contamos com a colaboração de todos, para que o êxito de nosso encontro tenha sucesso, uma vez que será um momento de incentivo a participação na comunidade em que atuam. Segue em anexo convite se possível imprimir e divulgar nas secretarias paroquiais.


Data: Sábado, 15 de julho de 2017.
Local: Salão da Catedral

Horário: 8h 30min às 11h e 30min